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terça-feira, 25 de setembro de 2012

O Afrodescendente no olho da Vêmais

Circulando pela Rua Coronel Procópio Gomes de Oliveira, em 25/09 encontrei um luminoso que evidenciava a figura carismática de um cidadão afrodescendente [banto], conhecido pelo apelido popular de Gariba, que ganhou destaque pelo marketing.
É importante sinalizar este momento na paisagem da urbe de Jaraguá do Sul [SC], que através de uma empresa de publicidade tratou de registrar em imagem, as pessoas agregadoras, como é o caso do Senhor Gariba.

Morro do Boa Vista desde a Era Emílio Carlos Jourdan

Desde a chegada do Coronel Emílio Carlos Jourdan, nos idos dos anos 70, do século XIX, que o Morro do Boa Vista recebeu esta designação, em virtude de ser vísivel o local, para quem olhar de lá,  do litoral de São Francisco do Sul [SC], em direção ao acidente geográfico, permeado da Mata Atlântica.
Atualmente, o visitante poderá contemplar do morro, a paisagem da urbe que, ao logo de mais de um século sofreu mudanças, as quais são frutos do desenvolvimento e crescimento de Jaraguá do Sul [SC].
As imagens são de 25/09, um dia que revela muita chuva e frio, em plena Estação da Primavera, no Hemisfério Sul.

Noberto Rosa, o goleiro de muitos clubes de Jaraguá

Rosane Neitzel Gonçalves [Monitora, Museu Histórico Municipal "Emílio da Silva"], Ademir Pfiffer [Historiador  do Museu Histórico "Emílio da Silva"] e Norberto Rosa.

Quem diria que, no Morro do Bao Vista, ainda reside um dos mais antigos goleiros de Jaraguá do Sul [SC]? 
O Seu Norberto Rosa, de origem banto foi um jogador de futebol das equipes do Água Verde, Cruzeiro [Campo Curtume Schmitt], Acarai, e Tupi [Joinville/SC] .
Nascido em 5  de maio de 1.936, em Jaraguá [SC], parto realizado pela própria irmã de nome Inocência Rosa.
Apesar, do Morro Boa Vista, não ser local para pratica de futebol, mesmo assim aprendeu a gostar desse lazer social, cujo esporte o integrou à sociedade jaraguasulense, nas década de 50 e 60.
Hoje, recorda dessa fase da vida, quando circulou no meio esportivo, com desenvoltura e boas amizades, tudo pelo futebol amador.
E foi numa entrevista de História Oral, em 25/09, que, como testemunha ocular, registrou a trajetória de sua vida e de sua esposa. Assim, as narrativas do casal, servirão para ilustrar as páginas da história da comunidade afrodescendente [bantos] do Vale Itapocu e Jaraguá do Sul, em 136 anos de fundação.
 

Comunidade Católica Afro do Morro do Boa Vista

O atual Bairro Morro do Boa Vista conta com os serviços da comunidade Católica, que tem nesta instituição um indicador social e agregador das familias, que residem no entorno da instituição.
A primeira Capela Católica do Morro Boa Vista [antigo Morro dos Negros], as instalações rústicas estavam próximas à residência do Senhor Antonio Klinkoski, morador de muito anos, no local cercado da Mata Atlântica.
Posteriormente, nos idos dos anos 50, uma nova capela foi edificada em local mais mais próximo à vila,em via de urbanização. 
Nessa fase foi abolido a unidade dos cultos ou missas de origem e com elementos de africanidades, mesclados com a tradição da Igreja Católica, na Era do Padre Elemar Scheid.
No terceiro milênio o local de concentração da população remanescente de afrosdescendentes recebeu a classificação de bairro, na gestão do Prefeito Moacir Antonio Bertoldi [2005 - 2008].
Atualmente, o bairro é espaço de difusão dos costumes afros, embora, a modernidade esteja suplantando os valores tradicionais desta comunidade, que, também aderiu à sociedade de consumo.
Frente aos desafios dos novos tempos, a perda da identidade do povo afrodescendente é inevitável.
Porém, ainda existe, no local cidadãos, como o Senhor Norberto Rosa [Banto], um voluntário social da comunidade, que motiva a juventude a aderir à prática esportiva, na quadra da Unidade Escolar  Municipal - "Adelino Francner", nos domingos.



Norberto Rosa, crescendo com a história de Jaraguá do Sul


Norberto Rosa, o afrodescendente que cresceu com a história de Jaraguá do Sul [SC]. Atualmente mora no Morro do Boa Vista, na comunidade afro remanescente.
Após entrevista de memoria oral, para o Museu Histórico Municipal "Emílio da Silva" deixou sua mensgem para o Blog Afrodescendentes do Vale Itapocu, pois sua família faz parte do pioneirisno da história deste Município, no Nordeste catarinense.
Ademir Pfiffer - Historiador

18º Jaraguá em Dança - africanidade jaraguasulense


18º Jaraguá em Dança - africanidade jaraguasulense pelo Grupo de Dança Mandala. Trata-se de mostra cultural, que retrata a cultura dos afrodescendentes, nesta cidade, desde o século XIX.
Ademir Pfiffer - Historiador

domingo, 26 de agosto de 2012

"Filho teu não foge a luta"

O Brasil multicultural tem neste homem a possibilidade de salvar a República. A nação doente e afamada pela fragilidade das instituições democráticas, encontrou neste homem, os pilares da moralidade pública.
Dr Joaquim Barbosa entrou para história recente, não pela cota, mas pela excelência de sua capacidade intelectual.

Dr Doutor Joaquim Barbosa, um afro à serviço da justiça para todos

A incrivel história de um homem de talento revelador: o Brasil não precisa de cotas, pois esta nação precisa de cidadãos como Dr Joaquim Barbosa, que à luz do conhecimento está defendo a ordem institucional da República,  que está à caminho da degeneração.
Para os movimentos de defesa de contas fica a lição: precisamos de igualdade de oportunidades para todos. O Brasil é um berço de talentos multi-étnico, o que gera uma rica nação. 
O Brasil tem neste homem, a força equivalente de Nelson Mandela, que mudou o rumo da história da África do Sul.
 Dr Joaquim entrou para a geleira dos heróis brasileiros, que irá tirar a República do fundo do poço.
Será que o MOCONEVI vai instalar um momumento a este novo herói nacional? E se não aderirem a ideia, qual vai ser a desculpa, para negar a história desde afrodescendente?

sexta-feira, 30 de março de 2012

A História e a Cultura da África pela Lei 10.639/03,

Na forma da Lei chancelada pelos governantes republicanos, o Governo Federal, desde a década de 90 promove em meio à sociedade brasileira, de modo particular no âmbito da Escola Pública, amplas discussões sobre a necessidade de difundir a memória e a historicidade do Continente africano e sua intensa população transferida à América - Brasil - ao longo de quatro séculos.
Neste terceiro milênio, o movimento cultural e curricular, envolvendo movimento sociais e educadores diversos, contando com a aprovação da sociedade estão iniciando um trabalho pedagógico e multidisciplinar, para que também os afros-descendentes sejam de fato objeto de estudo e pesquisa, visando difundir a historicidade desta etnia, que faz parte de um projeto de construção nacional da riqueza deste país,  ao longo de 500 anos de Brasil.
No entanto, regionalmente, a ausência de políticas públicas para difusão de pesquisa [ausência de um grupo de trabalho comprometido com a causa] e a falta de interesse do MOCONEVI, não oportuniza o inicio efetivo de um projeto de vigor acadêmico, conquistar a confiança da comunidade local.
Até quando vai pairar esta imagem de estagnação academicista e pedagógica?

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Pelotão de Saúde

Na Era Varga e Ramos [1.939 -1.945], no Brasil e em Santa Catarina foi difundido o movimento associativista do Pelotão de Saúde, que tinha o mote e causa a higienização pública do Brasil. 
Para o programa de governo ganhar força e penetração em todos os rincões do Brasil, a Escola Pública e nacionalizada nos idos dos anos 40 implantaram um Pelotão de Saúde. O patrono do movimento associativista obrigatoriamente teria que estar ligado aos vultos e heróis nacionais.
 Passado essa fase nebulosa da história do Brasil, os pelotões de saúde, são temáticas de enredo de blocos carnavalescos, como aqui em Jaraguá do Sul [SC], neste carnaval. 
O Bloco Acadêmico do Samba, neste carnaval de 2012 retratou a saúde e a memória do antigo Pelotão de Saúde, com indumentárias coloridas e alegres, relembrando a ideologia do Estado Novo, bem como homenageou os profissionais da saúde, que atuam com altruísmo à favor do cidadão.
Imgem: Rogério Talini - Rádio Jaraguáam.

Baianas jaraguaense

A Bahia de "todos os santos", foi homenageada pela ala das baianas pelo Bloco Carnavalesco Acadêmicos do Samba. Todos os anos a comunidade afrodescendente faz esta maifestação folclórica, que não deixa de ser uma homenagem ao médico Dr Álvaro Batalha, que na década de 30 revelou a Jaraguá esta festa popular, que à época ja contagiava o Brasil. 
Por isso, quando relatamos a tradição folclórica do carnaval, ela tem elementos e contextos históricos, permeado por ricos personagens, que no anonimato permanecem. Porém, em tempo de rede social é possivel difundir a memória dos nossos antigos e novos carnavalescos. 
Portano, fica o desafio para o MOCONEVI, difundir através de pesquisa, a história dos ritos carnavalescos de Jaraguá do Sul, para não não deixar  apagar a história deste povo e sua tradição.
Imagem: Rogério Talini - Rádio Jaraguáam -18/-2/2012

Pássaro Imaginário do "Morro Boa Vista"


A imagem do radialista Rogério Talini [Rádio Jaraguá], que foi ao Parque de Evento, na Barra do Ribeirão Molha, para realizar a cobertura, em 18/02, desta festa de carnaval, edição 2012.
Esta festa é ligada ao movimento da etnia afrodescendente. Embora, a tradição do carnaval  remonta o Império Romano, portanto, uma festa de origem européia, sendo a etnia afrodescendete, que acolheu e todos os anos vai à rua para revelar o movimento cultural por eles difundidos, que chegou nos limiar dos anos 30, a Jaraguá do Sul [SC].
Foi o baiano e médico, Dr Álvaro Batalha [Casado com Fraulin Dornbusch] que implantou a cultura carnavalesca, a qual foi herdada pelo grande mestre "Manequinha" e hoje faz parte do Patrimônio Imaterial de Jaraguá do Sul, no Vale Itapocu.
A ilustração da imagem revela a força do imaginário coletivo e bruxólico do Morro do Boa Vista, cuja população remascente de afros revelam ricas histórias, como a Senhora Basílicia [in memorian], que narrou ao Museu Histórico "Emílio da Silva" , 2004, através do Projeto de História Oral, difundido na gestão do Prefeito Irineu Pasold e Moacir Bertoldi.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Participação do crescimento de Jaraguá do Sul

Assunto: “Participação do crescimento de Jaraguá do Sul”.
 Ouvimos muito essa frase em datas especiais, inda mais neste mês que Jaraguá do Sul completa 135 anos. Quando ouço essa frase em sessões cívicas me pergunto: crescemos pra que? Para alcançar nova faixa do FPM? Para gerar mais empregos? Para melhor qualidade de vida? Hipóteses são infinitas, algumas idôneas outras nem tanto.
Perceba que o “crescimento” está intimamente ligado com a matéria física, na qual o mérito do crescimento esta sempre reservada aos empresários, industriais, um e outro campeão de alguma modalidades esportiva peculiar da nossa cidade. A homenagem além de ser uma retribuição de honra é também a forma de tornar público algum ato de favor prestado a alguém. É por essas a algumas outras de não possuir conhecimento dos “afros que participaram, de fato, deste crescimento.

Jean Carlos Gomes



Bücherverbrennung a moda Brasileira.

Em 20 de julho de 2011 recebi a primeira participação e intervenção, neste blog,  do jovem Jean Carlos Gomes, o qual discorreu sobre o movimento cultural afro-descendente, nas festividades dos 135 anos de Jaraguá do Sul (SC). O título do texto:"Queima de livros".

Esta semana uma inédita manifestação de um grupo de internautas me fez tentar adivinhar qual na real insatisfação com as festividades do aniversario da nossa Jaraguá. São tantas as reclamações que deu entender que a juventude jaraguaense pela primeira vez mostrou interesse por assuntos culturais, administrativos, históricos e até morais. Contestaram com deboxe e desrespeito quase tudo o que foi apresentado pela Fundação Cultural do Governo de Jaraguá do Sul. Bom, como não é de hoje que durmo com esse tipo de barulho vejamos.
A inclusão de duas apresentação culturais de origem afro-brasileira iluminou a realidade que vive escondida também na sociedade Jaraguaense, o racismo. A sociedade que não conhece a sua própria história, não consegue defender a sua história . Essa falta de conhecimento sobre as história de Jaraguá do Sul contribui com o equivoco de pensar que Jaraguá do Sul nada tem haver com origens afro-brasileira.
Para os que acham que isso é balela o Art. 26 da lei 10.639-03 tornou obrigatório nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
Ainda hoje, os órgão oficiais de governo remendam a situação, quando não sensibilizam educadores e dirigentes da educação das redes particulares e públicas de ensino, para este novo contexto histórico e de pluralidade étnica. Para os que discordam da minha onservação, tenham certeza de uma coisa. A história é viva, o passado é apenas parte dela. Ela pode fazer emergir do solo o “Quilombo de Putanga” como fez em 1996 com “Mercado do Valondo” na cidade do Rio de Janeiro.

Jean Carlos Gomes - Designer de Produtos
Imagem: Autor do próprio texto.


terça-feira, 8 de março de 2011

Afroeuro Carnaval Jaraguá do Sul -SC - 1


O Carnaval envolvendo descendentes de afros e europeus, na edição de 2011 mostrou evolução nas cores e no samba enredo.
Ademir Pfiffer - Historiador

domingo, 6 de fevereiro de 2011

9º FEMUSC - Josimar Duarte da Costa - 04.02.11 - Vídeo 7



9º FEMUSC - Josimar Duarte da Costa, de Itapetininga (SP), aluno da oficina de saxofone - 04.02.11 - Vídeo 7.
Ademir Pfiffer- Historiador

Comentário de um internauta:

Engraçado, ver um africano estudando música erudita.
http://www.youtube.com/user/SunnyIllusion -06.02.11